E então ela libertou-se dele.
Desprendeu-se daquele mundo que não lhe pertencia. Levantou âncora e velejou. Abriu as asas e voou. Acima da frieza, acima da indiferença, acima da mesquinhez. Acima de quem ele parecia e acima de quem ele era.
Desprendeu-se da teia em que se mantinha cativa à ilusão do amor dele.
Cortou as amarras do altar em que o tinha. Foram breves os segundos. Mas libertou-se.
Foi naquele momento em que encontrou o seu olhar... Olhar que já não a prende. Reflexo pelo qual já não sofre.
Agora olha para si mesma e ama a ela própria. Está presa ao seu mundo, livre dentro dele...
Livre para as suas próprias verdades ou mentiras. Mesquinhez ou grandeza. Ela. Só ela.
Desprendeu-se das garras do amanhã. Vive o hoje com o "eu" que recuperou, um "eu" que não olha para ele.
Olha para si, para a beleza dos dias, dos sonhos...





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