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Livros


Era para ter ido para faculdade, esperavam-me uma importante aula de finanças e assuntos pendentes para resolver. Mas não, pra começar acordei meio afônica,com os lábios partidos, doloridos, por conta do Roacutan (Cena para os próximos capítulos). Tive absoluta certeza  ao chegar no trabalho que estagiário pode também ser mágico!! Quase pedi uma varinha de condão, para poder resolver todos os meus processos! Levei uma bela de uma queda voltando pra casa, que ainda está a doer. Toda arregaçada da vida cheguei em casa estressada e ainda sem poder falar direito... Conclusão: Faculdade já era e os assuntos importantes para serem resolvidos também.

E, a única coisa capaz de acalmar um espírito deste acumulado de stress são os livros... tema de hoje, caso não tenham reparado no título! :P

Enquanto lia certas frases, estas ficavam como que presas na mente, parecendo que haviam sido feitas para mim, e me questionava porque é que eu, toda metida a independente, e muito dona de suas ideias e pensamentos, estava deixando que um bocadinho de palavras escritas por outra pessoa, lhe invadissem a mente e a alma desse jeito. Tive vontade de tomá-las para mim!! Mas, ora, nem sequer as pensei! Mas as senti, e embora não as estivesse a viver, posso afirmar que as vivi.

Porque deixo que os livros me invadam e consumam dessa forma? Sei que não sou a única a ler assim, mas me pergunto: Somos nós que entramos nos livros ou eles que entram em nós?

Este me invadiu, sem dúvida.


O livro é este aqui.

São tempos difíceis para os sonhadores.

Estou quieta, com a garganta trancada pra muita coisa a minha volta, estou cansada, muito, além, demais. Sempre fui de dormir muito. Sempre precisei de pelo menos oito horas para que o meu humor (e a minha sanidade mental) não fosse alterado. E agora tenho dormido malmente 6 horas  e esse acúmulo resulta em dias que o cansaço se apodera de mim. Sair da faculdade depois das 22:30h, e viajar praticamente 40 km num ônibus todos os dias, e se dar conta dos problemas, da sobrecarga de trabalho, das cólicas, das ameaças de gripes que se instalou em mim essa semana não tem sido fácil...
E hoje foi o dia de acordar inconformada, precisei de tanta, mais tanta coragem para não jogar tudo pro ar, esquecer do mundo lá fora e ficar na minha concha. Aguardei 5 minutos, respirei fundo, e ao contrário de dias como este, abri a janela, vi o encanto do sol, vi a combinação perfeita do céu azul cheinho de nuvens brancas, vi os pássaros, vi as folhas dançando ao vento, vi vida, vi beleza e senti uma força tão grande, mais tão grande que não tenho dúvidas que veio do céu. Abafei os pensamentos ruins e saboreei daquele momento de grandeza, de amadurecimento, de mais um degrau alcançado. Nada é à toa. Eu sei que vou conseguir tudo aquilo que quero, pois, de vitórias e derrotas, de erros e acertos, de intensidade e desejo é de que sou feita. E esta mistura faz de mim aquilo que eu sou. E que sim, que me orgulho, porque luto, porque me esforço, porque não tenho nada facilmente, porque me agarro aos meus projetos de todos os tamanhos e não desisto, e nem vou desistir. Por mais que seja a única coisa que me caiba fazer... ainda. E,

Apesar do medo,
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.

Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.

Desculpem, mas devo dizer:
eu
quero o delírio.

Lya luft


*O título é desse filme. 



 

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