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Imagino...

Imagino um lar cheio de amor, que ninguém o considerará modelo, mas que jamais alguém se atreverá dizer que falta amor. Um amor desmedido. Pois estou farta de pesos e medidas. No amor SÓ PODE haver entrega.
Imagino que acordarei todos os dias com vontade que todos os dias seguintes, até o fim da vida, você esteja ao meu lado. Que o meu primeiro pensamento será: estou com ele não porque me casei, mas porque todos os dias escolho estar com ele. E sendo assim, abaixo também com a merda do casamento porque não preciso que uma instituição me diga que vou ser feliz contigo.
Imagino que haverá dias em que acordaremos abraçados, eu com um olhar meigo, e um sorriso suave, mas que em outros acordaremos, você no norte e eu no sul, e nem terei vontade de ser simpática, mas que se você quiser poderá me agarrar sem muita força, e eu ali ficarei rendida a ti, sob o efeito da força do seu amor. E direi que te amo, mesmo em silêncio. Nisto imagino também que nunca me fará chorar de tristeza apenas de alegria como quando estiver ao meu lado a ver nascerem os nossos (muitos) filhos...
Imagino que de quinze em quinze dias mudarei a decoração da casa e te verei doido, e que em outros dias transformarás a cozinha num campo de batalha só pra me foder com o juízo. E em feriados, me perseguirás numa praia qualquer até que cairemos os dois perdidos de riso no chão... e nos amaremos pela enésima vez, com a ternura da primeira e a paixão de quem o faz como se fosse a última vez .
Imagino tudo isto... e mais, muito mais cujas palavras não conseguem descrever, mas que se pode incluir num único significado: amor.
E se tudo isto que imagino não for mais do que alguns casais conseguem, se isso for a verdadeira felicidade (banal), estou me borrifando para isso porque serei tão feliz que pouco me importa todo o resto.
Parei. O impulso que me fez escrever estas palavras me fez refletir que muita gente procura apenas uma companhia, alguém com quem possa compartilhar a vida. Mas eu quero mais. Quero todas estas coisas que escrevi acima. Pode ser até demais... mas, sou ambiciosa...

Vitória,

Também chamada de Vih, pitoca, pichuchuca, côtoco, vaquinha, obesa... rsrs Minha cadela de raça não definida, mas que costumamos dizer que é cocker spaniel com poodle.
Há seis anos ela está em nossa família, e é considerada como filha, caçulinha, a princesinha da casa. E há exatamente seis anos ela está em nossas vidas para alegrar os nossos corações com seus pulinhos e rabinhos balançando toda vez que nos vê entrar em casa depois de um dia cansado, suas lambidelas cheinhas de saudade, ao deitar e rolar de tanta alegria, exceto a mim, que ela recebe com tudo isso e um pouco mais: ela canta! Sim, ela canta, uiva quando me vê e me devora com mimos.
Adora café, banana com farinha e que pentêem os pêlos dela, claro, para ela cochilar. Fica muito feliz ao ver sua coleira, ama seus lacinhos, e para ela não há exercício melhor que correr atrás de Fred, o gato do vizinho de baixo e caçar moscas.
Também entra em depressão quando toma banho e adora dormir em qualquer espaço quentinho na minha cama. Muito tirada a braba quando vê crianças correndo, homens grandes e desconhecidos vindo na frente dela e alguma zuada na rua a faz latir pra saber "o que tá acontecendo" e "marcar seu território".
Revoltada da vida, quando tá no horário dela ir pra rua e alguém sai de casa e não a leva, imediatamente ela apressa suas patinhas pra ir contar a minha mãe o ocorrido. Também é fofoqueira. Não bebe a água do potinho dela se tiver um mosquitinho sequer. Também é fresca. Das vezes que me viu chorar, ficou descontrolada sem saber o que fazer, se lambia as minhas lágrimas, se latia pedindo ajuda ou se pegava o ursinho babado dela e empurrava pra mim. Ela fez todas estas coisas. Também  é amiga.
Hoje, o post é dedicado a ela que arranca sorrisos de mim todos os dias com suas peripécias e suas correrias em casa. Pela paz que me dá com o simples fato de estar presente na minha vida, ao meu lado, assistindo tv, ao lavar os pratos, ao escrever esse post..

É minha filhinha, é meu amor.

P.s.: Depois coloco a foto da homenageada.

Ao meu amor



Hoje, escrevo ao meu amor. Hoje escrevo a ti que amo, a ti que me fazes feliz com um simples cafuné nos cabelos, a ti que me embriagas com tanto carinho e amor. Escrevo a ti por quem meus olhos sorriem e o canto dos meus lábios colam-se as orelhas quando te vejo, quando sorris, quando estou contigo sem eu conseguir explicar ou controlar..
É às vezes um tanto louco sentir isto, digo, entregar a alguém o seu coração, fazer um desafio diário a felicidade do outro, porque sendo o outro feliz você também é. É um sentimento que foi se apoderando de mim, um pouco sem eu saber, nem me dar conta no início, mas que numa mistura de ternura e um pouco de deriva, transformou o meu coração no seu lar, como se já fosse seu desde sempre.
Viver assim faz de mim, no entanto, a pessoa mais feliz do universo. E é, também, mas principalmente, por pequenos momentos feitos de nada como os de ontem meu amor que se tornam maiores que o mundo, ainda que seja o nosso.

O que importa é agora.



Esses tempos ando a pensar muito a respeito da felicidade, do amor, da efemeridade do tempo e das situações, de tantas voltas que já dei no pensamento, parece que tenho formigas na cabeça.
Me sinto feliz, como não me sentia há tanto tempo.. E é bom, mesmo muito bom, porque quando eu estou feliz é como se o mundo todo conspirasse a meu favor e todas as coisas boas me acontecessem.
Às vezes tenho até medo dessa felicidade toda. Idiotice. É eu sei. Mas, é como se eu achasse que não pudesse estar muito feliz e que logo, logo algo vai acontecer e me tirar do meu estado de flutuação. Idiotice, mesmo, muita idiotice. Mas, às vezes somos mesmos um bocado idiotas.
Entretanto, apesar de toda felicidade não ser “eterna” acho que o que há de se fazer é dar e aceitar sem reservas. Mas e o depois? Ah... o depois logo se vê. O que importa é agora.



“Não se pode definir”, disse ele. “Mas eu diria que Deus é a poesia que deu origem aos versos. É sábio como a água do rio que conhece tudo, e paciente como o pescador que espera o momento certo. Deus é uma lanterna perdida, que – pouco a pouco – vai fazendo com que mais e mais pessoas se preocupem em buscá-la”.

Gabriel Rugiero

In love with myself

 “O tempo voa. O tempo não espera por ninguém. Ele cura todas as feridas. Tudo que qualquer um de nós quer, é mais tempo. Tempo para se pôr de pé. Tempo para crescer. Tempo para se desprender. Tempo.”

em Grey’s  Anatomy


Sempre fui uma idealista e sempre gostei de ser, apesar de todas as decepções e quedas que por ser assim aconteciam na minha vida. Mudei, não sei qual foi o exato momento, simplesmente aconteceu. E isso não me tornou mais fria ou insensível, apenas mais solta, mais dona das minhas ideias, menos preocupada, menos ansiosa, mais serena e muito mais consciente do que quero pra mim e ciente do que tenho que dar para os outros.  Quero contar aqui, nesse quase diário, pois apesar de sentir isso já há algum tempinho, agora,  está  muito mais consolidado em mim,  como uma pedra, sólida, firme.
Me disseram uma vez, num momento muito, muito triste da minha vida que teria que me amar, para poder amar os outros. Achei aquilo uma afronta, uma mentira. Hoje, relembro do episódio com um sentimento diferente. Pois bem, a verdade é que nunca amei tanto a mim como agora.  Também se chama isso crescer. 


Gosto desse tempo


Gosto desse tempo. Gosto dessa paz que vem de dentro. Gosto da alegria verdadeira quando se sabe que tudo faz sentido, mesmo quando às vezes não pareça fazer tanto sentido assim. Gosto desses dias iluminados pelo sol dos primeiros dias do verão...
Gosto da minha vida. Gosto muito. Gosto do meu presente. Gosto do meu passado que tudo se fez aprendizado e por muito a saudade. E gosto do meu futuro, mesmo que não o saiba. Gosto porque hoje a vida pra mim é maravilhosa, e que é impossível reclamar de alguma coisa. Gosto porque me sinto amada, por dentro e por fora.
Gosto de saber que um novo ano se inicia... e com ele a possibilidade de fazer um caminho melhor. É como se ele batesse na minha porta, e dissesse: Ei, cheguei, vamos realizar tudo de bom, vamos, essa é tua chance de viver, de ser feliz.
Gosto de estar convicta de que não há fronteiras entre estar de pés no chão e voar, eu sou livre.

E novembro...


...chegou colorido, apaixonante, cheio de surpresas e encontros, trouxe com ele serenidade, deixou escapar uns segredos ao ouvido..


Ah, sou perdida de amores por este mês!!



E, uma vez ou outra...

“[...]Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um “felizes para sempre” e sim um “felizes nesse exato momento”. E, uma vez ou outra, as pessoas podem até te deixar sem fôlego…”

em Grey's Anatomy

P.s: voltei.

...com o sol na barriga.

E a gente se precisa
como a um aditivo
numa coisa estranha a nós
sem razão e sem motivo

São coisas transcendentais
é inútil que eu lhe diga
Você engole borboletas
eu tenho o sol na barriga.


A mudança das estações. O pulsar do coração. A vida que se renova com o sol na barriga...

Precisava exteriorizar isto..


Depois de tanto tempo sem dar sinal de vida por essas bandas de cá, resolvi hoje, num dia tão corrido, difícil, tenso... escrever, jogar pra fora, desabafar, exteriorizar como quiser.
Uma vontade de rir nasce do fundo do ser, de pensar que muita coisa mudou pra mim nestes últimos meses, encerrei ciclos, construí o meu próprio destino, me reinventei, conquistei, me conheci, me amei.

As portas do meu mundo se abriram, estou me permitindo.

Permitindo ter todos os sonhos que posso sonhar. E até os que não posso sonhar. Porque não? Gosto de me sentir livre, livre em mim, livre em Deus. Amo todo o espaço que tenho, toda liberdade que conquistei, todos os olhares e sorrisos que encontro nas horas do meu dia e todas as palavras que ando lendo. Gosto deste meu agora simples, com o branco de pano de fundo e com as mil cores que tenho pintado a minha vida. O amanhã logo se vê. O amor, um dia, quem sabe..

Feliz?



Feliz é muito pouco! Hoje estou o superlativo absoluto sintético de um adjetivo que ainda não foi inventado para definir um estado de espírito acima do limiar do êxtase.

Por quê?

Porque sim... só porque sim... =D

Uma alma Perfumada

Tem gente que tem cheiro
de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri.

Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro
de colo de Deus,
de banho de mar
quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

(...)

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos
Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você,
que nem percebe como tem a alma perfumada
e que esse perfume é dom de Deus.

Carlos Drummond de Andrade





Minha amiga, minha irmã, meu presente de Deus..


Eu amo você!

All is full of love



Há dias em que tenho a absoluta certeza de que tenho mais sorte do que juízo. Ou melhor, eu tenho muito juízo. Mas tenho muita sorte também. A minha volta tenho o que mais preciso: amor. Obrigada, eternas fontes de amor que se manifesta em tantos gestos, palavras e vivências. É desse calor que eu preciso.


"Twist your head around
It's all around you
All is full of love
All around you"

All is Full of love - Björk
 

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