In love with myself

 O tempo voa. O tempo não espera por ninguém. Ele cura todas as feridas. Tudo que qualquer um de nós quer, é mais tempo. Tempo para se pôr de pé. Tempo para crescer. Tempo para se desprender. Tempo.”

em Grey’s  Anatomy


Sempre fui uma idealista e sempre gostei de ser, apesar de todas as decepções e quedas que por ser assim aconteciam na minha vida. Mudei, não sei qual foi o exato momento, simplesmente aconteceu. E isso não me tornou mais fria ou insensível, apenas mais solta, mais dona das minhas ideias, menos preocupada, menos ansiosa, mais serena e muito mais consciente do que quero pra mim e ciente do que tenho que dar para os outros.  Quero contar aqui, nesse quase diário, pois apesar de sentir isso já há algum tempinho, agora,  está  muito mais consolidado em mim,  como uma pedra, sólida, firme.
Me disseram uma vez, num momento muito, muito triste da minha vida que teria que me amar, para poder amar os outros. Achei aquilo uma afronta, uma mentira. Hoje, relembro do episódio com um sentimento diferente. Pois bem, a verdade é que nunca amei tanto a mim como agora.  Também se chama isso crescer. 


Instantes Mágicos

Gosto de Paulo Coelho por causa de coisas como esta:

"É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem - e será igual a amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé. Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo: “O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida.”
Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado...

Em "Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei"

Eu quero tudo!

 Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais sáude. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."

 Caio F.

(...)



Há ocasiões em que as palavras não servem de nada, quem me dera a mim poder também chorar, dizer tudo com lagrimas, não ter de falar para ser entendida.

José Saramago


Gosto desse tempo


Gosto desse tempo. Gosto dessa paz que vem de dentro. Gosto da alegria verdadeira quando se sabe que tudo faz sentido, mesmo quando às vezes não pareça fazer tanto sentido assim. Gosto desses dias iluminados pelo sol dos primeiros dias do verão...
Gosto da minha vida. Gosto muito. Gosto do meu presente. Gosto do meu passado que tudo se fez aprendizado e por muito a saudade. E gosto do meu futuro, mesmo que não o saiba. Gosto porque hoje a vida pra mim é maravilhosa, e que é impossível reclamar de alguma coisa. Gosto porque me sinto amada, por dentro e por fora.
Gosto de saber que um novo ano se inicia... e com ele a possibilidade de fazer um caminho melhor. É como se ele batesse na minha porta, e dissesse: Ei, cheguei, vamos realizar tudo de bom, vamos, essa é tua chance de viver, de ser feliz.
Gosto de estar convicta de que não há fronteiras entre estar de pés no chão e voar, eu sou livre.

Serviço de Telessoluções



Mas é fato, ando com preguiça de interpretar
o mundo, de entender as pessoas, de procurar os sete erros.
Gostaria de ter todas as respostas na última pagina,
de ter um manual de atitudes sensatas, ter o pensamento voltado pra Meca.
Queria que houvesse um serviço de telessoluções
entregues a domicílio em menos de meia hora.

Que gorjeta boa eu daria.
Martha Medeiros



Quem quer férias?

E novembro...


...chegou colorido, apaixonante, cheio de surpresas e encontros, trouxe com ele serenidade, deixou escapar uns segredos ao ouvido..


Ah, sou perdida de amores por este mês!!



São tempos difíceis para os sonhadores.

Estou quieta, com a garganta trancada pra muita coisa a minha volta, estou cansada, muito, além, demais. Sempre fui de dormir muito. Sempre precisei de pelo menos oito horas para que o meu humor (e a minha sanidade mental) não fosse alterado. E agora tenho dormido malmente 6 horas  e esse acúmulo resulta em dias que o cansaço se apodera de mim. Sair da faculdade depois das 22:30h, e viajar praticamente 40 km num ônibus todos os dias, e se dar conta dos problemas, da sobrecarga de trabalho, das cólicas, das ameaças de gripes que se instalou em mim essa semana não tem sido fácil...
E hoje foi o dia de acordar inconformada, precisei de tanta, mais tanta coragem para não jogar tudo pro ar, esquecer do mundo lá fora e ficar na minha concha. Aguardei 5 minutos, respirei fundo, e ao contrário de dias como este, abri a janela, vi o encanto do sol, vi a combinação perfeita do céu azul cheinho de nuvens brancas, vi os pássaros, vi as folhas dançando ao vento, vi vida, vi beleza e senti uma força tão grande, mais tão grande que não tenho dúvidas que veio do céu. Abafei os pensamentos ruins e saboreei daquele momento de grandeza, de amadurecimento, de mais um degrau alcançado. Nada é à toa. Eu sei que vou conseguir tudo aquilo que quero, pois, de vitórias e derrotas, de erros e acertos, de intensidade e desejo é de que sou feita. E esta mistura faz de mim aquilo que eu sou. E que sim, que me orgulho, porque luto, porque me esforço, porque não tenho nada facilmente, porque me agarro aos meus projetos de todos os tamanhos e não desisto, e nem vou desistir. Por mais que seja a única coisa que me caiba fazer... ainda. E,

Apesar do medo,
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.

Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.

Desculpem, mas devo dizer:
eu
quero o delírio.

Lya luft


*O título é desse filme. 




Pra que bulhufas eu tenho um blog?

Andei a pensar hoje, pra que bulhufas eu tenho um blog?

Já tive dois blogues anteriores a este e sempre desisti no terceiro post. Tinha a impressão de estar conversando comigo mesma num espelho, o que não era ruim, mas a minha rebeldia clandestina de adolescente de 13 / 14 anos da época, não me permitiu continuar a escrever o que queria gritar ao mundo, e por causa dessa vontade reprimida, cá estou, neste pequeno pedaço de espaço cibernético compartilhado com zilhões de pessoas que nunca deixam sua opinião, seu recado (fica a dica!) ao me visitarem, me descobrindo publicamente há mais de 1 ano.

Brincadeiras à parte, a verdade é que quero deixar a marca da minha história, do que quero guardar de mim, das experiências bonitas e até mesmo as mais brutais, dos pensamentos bons e menos bons, dos fragmentos que lia ou ouvia e que se encaixavam perfeitamente com aquele momento da minha vida, dos sonhos arredios que possuía, das paixões, das verdades inconstantes e efêmeras.

Quero deixar escrito porque palavras eternizam o que a memória pode esquecer.

E, uma vez ou outra...

“[...]Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um “felizes para sempre” e sim um “felizes nesse exato momento”. E, uma vez ou outra, as pessoas podem até te deixar sem fôlego…”

em Grey's Anatomy

P.s: voltei.

E nesse entretempo não vou

Pensar, imaginar, divagar
conjecturar, fantasiar, devanear
traçar, arquitetar, calcular
auspiciar, pressagiar, cismar
ponderar, cogitar ou sequer, sequer considerar


Daqui a pouco eu volto.. ;)

Há dias..

Há dias em que me acho bonita, charmosa, sensual..até. Há outros em que me acho horrível, a mais feia das criaturas. Há dias em que sinto o maior orgulho de mim, e outros em que simplesmente não. Há dias em que me sinto dotada de inteligência e esperteza, mas há aqueles.. que me sinto lerda e burra.

Sei que sou amiga. Mais do que melhor amiga até. Tem pessoas na minha vida por quem daria a minha vida, sem hesitar. Mas há dias em que sou estúpida, rabugenta e insuportável para estas mesmas, só porque estou de mal com a vida.

Há aqueles dias que de tanto acúmulo de mágoas chega a hora em que jogo tudo pra fora, e aí digo o que penso e o que não devia dizer.

Há dias em que me dá vontade de desistir de tudo. Abdicar de tudo o que construí com o meu esforço. Fugir. Ir para bem longe, mudar de cidade, de país, de casa. Começar tudo de novo. E há dias em que sei que jamais seria feliz noutro lugar, se não no que me encontro agora.

Há dias que amanhecem sem beleza. Hoje o dia amanheceu assim. Quando abri os olhos, acordada pelo (terrível?) despertador, desejei, com muita força, ficar na cama o dia inteiro, e dormir um sono que me fizesse esquecer de como as vezes, é difícil enfrentar a nossa verdade e a nossa fragilidade. Dias como esses acontecem para que ao terminarem, possamos sentir-nos gratos pela forma genial que Deus tem de nos surpreender.

E hoje, o dia termina assim.

...com o sol na barriga.

E a gente se precisa
como a um aditivo
numa coisa estranha a nós
sem razão e sem motivo

São coisas transcendentais
é inútil que eu lhe diga
Você engole borboletas
eu tenho o sol na barriga.


A mudança das estações. O pulsar do coração. A vida que se renova com o sol na barriga...

Precisava exteriorizar isto..


Depois de tanto tempo sem dar sinal de vida por essas bandas de cá, resolvi hoje, num dia tão corrido, difícil, tenso... escrever, jogar pra fora, desabafar, exteriorizar como quiser.
Uma vontade de rir nasce do fundo do ser, de pensar que muita coisa mudou pra mim nestes últimos meses, encerrei ciclos, construí o meu próprio destino, me reinventei, conquistei, me conheci, me amei.

As portas do meu mundo se abriram, estou me permitindo.

Permitindo ter todos os sonhos que posso sonhar. E até os que não posso sonhar. Porque não? Gosto de me sentir livre, livre em mim, livre em Deus. Amo todo o espaço que tenho, toda liberdade que conquistei, todos os olhares e sorrisos que encontro nas horas do meu dia e todas as palavras que ando lendo. Gosto deste meu agora simples, com o branco de pano de fundo e com as mil cores que tenho pintado a minha vida. O amanhã logo se vê. O amor, um dia, quem sabe..
 

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